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domingo, 16 de setembro de 2012

Quadro natural e problemas ambientais - Geografia - 81


Quadro natural e problemas ambientais
A Europa é um continente de paisagens diversificadas, cada qual envolvendo tipos específicos de atividades econômicas e um modo de vida particular. Seu acelerado desenvolvimento industrial acarretou problemas ambientais com os quais os governos se defrontam, buscando meios de resolvê-los.
O relevo: mais de 75% das terras européias são planas. Em seu relevo, distinguem-se três unidades.
a.Maciços antigos: montanhas muito antigas, que se situam no norte e no leste do continente, entre as quais se destacam os Montes Urais – que separam a Europa da Ásia, a leste – e os Alpes Escandinavos.
b.Planícies centrais: localizadas na região central, possuem terras muito férteis.
c.Cordilheiras recentes: montanhas jovens e de elevada altitude: os Pirineus, os Cárpatos, os Apeninos, os Bálcãs e a Cadeia do Cáucaso.
Outra característica física que se destaca na Europa é seu aspecto recortado e irregular, devido ao grande número de penínsulas e arquipélagos e aos mares interiores.
O clima e as paisagens: tomando como base os aspectos naturais, podemos distinguir três grandes regiões européias com características climáticas e formações vegetais bem definidas.
a.Europa do norte: nas latitudes superiores a 60° N, predominam os climas frio e polar, onde encontramos a Floresta Boreal e a Tundra.
b.Europa das planícies: destaca-se o clima temperado – oceânico e continental – que ocorre de maneira distinta no litoral e no interior. O primeiro é caracterizado por temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas ao longo do ano. O segundo é mais seco que o oceânico e apresenta grandes variações de temperatura. A vegetação típica é a Floresta Temperada. Na porção leste da região, ocorrem o clima semiárido e as Pradarias.
c.Europa do sul: as terras voltadas para o Mar Mediterrâneo apresentam médias térmicas mais altas da Europa , com verões secos e invernos chuvosos, principais características do clima mediterrâneo. Lá encontramos formações vegetais arbóreas e arbustivas que constituem a Vegetação Mediterrânea. Também é a região das cadeias montanhosas, marcadas pelo clima frio de alta montanha e pela Vegetação de altitude.
Entre os fatores que influenciam o clima, podem ser citadas a latitude, a altitude as correntes marítimas e a maritimidade. Na Europa, em razão das altas latitudes, predominam os climas frios.
A maritimidade e a expansão econômica-cultural
Os continentes se aquecem e se resfriam mais rapidamente que os oceanos, as águas conservam o calor por muito mais tempo. Disso resulta a maritimidade, que é a influência da proximidade do mar no clima de uma região.
A maritimidade explica as temperaturas amenas nas áreas litorâneas da Europa, mesmo em altas latitudes, assim como a presença de solos mais úmidos. Essas condições naturais facilitaram o povoamento e o desenvolvimento de atividades econômicas no continente europeu. A proximidade em relação ao mar também foi importante para a difusão da cultura e da economia européias, por meio da navegação.
A hidrografia
A rede hidrográfica européia é muito densa e apresenta numerosos cursos d’água. Seus rios e mares possibilitam diversas formas de aproveitamento das águas, como produção de energia, irrigação, comércio e navegação. Além disso, constituem importantes eixos de integração entre os países do continente europeu.
Os problemas ambientais
Apesar de os governos e as organizações internacionais terem criado esquemas de controle para diminuição de danos ao ambiente – como a reciclagem de resíduos sólidos urbanos, a proibição da gasolina com chumbo e da fabricação de CFC - , os problemas ambientais são uma questão com a qual europeus terão de se preocupar cada vez mais.
Reciclagem obrigatória
Na Alemanha e em outros países europeus, é obrigatória a reciclagem dos resíduos sólidos de vidro, papel, plástico e metal. As embalagens feitas com seus produtos contêm uma indicação - o selo Ponto Verde – de seu caráter reciclável. Em muitas cidades européias existem postos de coleta seletiva de lixo doméstico para sua reutilização nas indústrias.
Os principais problemas ambientais da Europa
Vários problemas ambientais assolam o continente, que conta com muitos países altamente desenvolvidos e industrializados.
Chuva ácida: o uso de combustíveis fósseis, sobretudo o carvão, contribui para a emissão e formação de gases na superfície, principalmente dióxido de enxofre e dióxido de nitrogênio. Em contato com o ar e o vapor de água presente na atmosfera, esses compostos formam soluções ácidas que, com as chuvas, podem provocar muitos problemas, como a corrosão de peças de arte expostas ao ar livre.
Desertificação: processo de degradação do solo causado por recorrentes incêndios e pela ação humana; tem atingido o sul da Europa, exterminando grandes áreas florestais.
Exploração dos recursos pesqueiros: bastante concentrada no mediterrâneo e no Atlântico, tem posto em risco de extinção algumas espécies de peixes, como o bacalhau.
Resíduos nucleares: na França, por exemplo, cerca de 80% da energia consumida no país é proveniente de reatores nucleares.
Destruição da vegetação nativa: os incêndios florestais têm dizimado espécies animais típicas do continente, como o lince e o bisonte europeu.
O desastre de Chernobyl
O mais grave acidente nuclear ocorrido no mundo deu-se na noite de 25 para 26 de abril de 1986. Um dos quatro reatores da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia (então parte da União Soviética), explodiu, causando o vazamento de resíduos nucleares na atmosfera e, então, a formação de uma nuvem radioativa que se deslocou para os países da Europa Central. A explosão matou 56 pessoas, algumas imediatamente e outras nos anos posteriores, em consequência da radiação recebida. Toda a região situada em um raio de 30 quilômetros da central de Chernobyl teve de ser desocupada, e ainda hoje a população da região apresenta elevados índices de leucemia e de mortalidade infantil.
A população europeia
Variedade linguística: apesar do tamanho reduzido, a Europa é um continente de grande variedade étnica, linguística e cultural.
Cerca de 60 línguas são faladas atualmente na Europa, apenas algumas delas, porém, são consideradas línguas oficiais – reconhecidas pelos governos, ensinadas nas escolas e utilizadas em documentos oficiais. As demais constituem uma diversidade de línguas regionais e dialetos. Somente dois países (Portugal e Islândia) são monolíngues; todos os demais contêm uma ou mais minorias linguísticas.
Um exemplo da pluralidade está na Bélgica, onde se fala francês, holandês e alemão.
A diversidade linguística que se verifica atualmente na Europa é resultante de transformações sofridas pelas línguas primitivas, em razão, por exemplo, da separação, em territórios distintos, de povos que tinham um idioma em comum. Nesses casos, a estrutura linguística original costuma ser preservada, mas observam-se mudanças de pronúncia, de vocabulário, de expressões, entre outras.
Em contrapartida, em determinadas regiões e países da Europa, a preservação da identidade linguística é tratada com tanta seriedade que os governos impõem restrições ao uso de idiomas estrangeiros, em favor do uso da língua oficial, principalmente em escolas e nos meios de comunicação.
Características demográficas
A Europa é um continente bastante populoso e povoado. A população, porém, se distribuiu de maneira irregular pelo território: em algumas áreas, a densidade demográfica é bastante elevada; em outras, especialmente próximo às regiões polares, há vazios demográficos.
Além disso, embora populosa desde tempos antigos, a Europa tem apresentado um crescimento demográfico muito pequeno nas últimas décadas. Atualmente, possui cerca de 744 milhões de habitantes, com estimativas de 701 milhões para o ano de 2025. Ao contrário do que ocorre nos demais continentes, o número de europeus decresce a cada ano.
A proporção de pessoas com mais de 65 anos na população total é muito elevada na Europa. Essa situação deve-se a dois fatores: a natalidade vem diminuindo e a esperança de vida tem se elevado, situando-se em 73 anos. Mas, mesmo que seu crescimento vegetativo seja negativo, o continente acaba mantendo seu nível populacional relativamente estável devido à imigração.

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